Tecnologia: como gerar interesse no segmento desde a escola?

O cenário pandêmico propiciou a alta evasão escolar, dificultando ainda mais o interesse de crianças e adolescentes pela tecnologia 

Por:  Redação Mazzatech
Escrito em: 23/03/2022

A digitalização, certamente, é uma das grandes consequências da pandemia de Covid-19. Diante das medidas de isolamento social, empresas, universidades e escolas precisaram se adaptar para manter a rotina de trabalho e de estudos em casa. Com isso, o uso da tecnologia tornou-se indispensável e deve continuar nos próximos anos, com a popularização do sistema híbrido de estudo e de trabalho, com lousas e salas de aula digitais, por exemplo.

No entanto, no Brasil, quando se trata de educação, o país ainda encara um grande desafio: a vulnerabilidade social.  De acordo com uma pesquisa do movimento Todos pela Educação, divulgada em dezembro de 2021, cerca de 244 mil estudantes de 6 a 14 anos estavam fora das escolas no segundo trimestre de 2020. Os fatores que levaram os alunos a deixarem o estudos são vários, mas o principal são as dificuldades econômico-financeiras. Um levantamento da Povir afirma que 30% não pretendem voltar à escola, pois precisam trabalhar para complementar a renda familiar. 

A desigualdade é nítida e, por isso, o desafio é encontrar meios para que jovens não deixem os estudos. O acesso à tecnologia se mostra uma saída para o problema, permitindo integrar parte da população excluída a um ambiente de ensino, que agora é diferenciado. Afinal, interfere no acesso à informação e no mercado de trabalho. Logo, as novas gerações necessitam de dinâmicas diferenciadas para construir conhecimentos, se envolver e assimilar os estudos.

Confira algumas ferramentas que podem ser adotadas para que a tecnologia faça parte do cotidiano desde cedo.

 

Robótica educacional

 

Nada mais é que um método de aprendizagem focado na pesquisa, descoberta e construção de uma máquina/robô, a partir da aquisição de conhecimentos. Portanto, demanda kits de montagem ou transformação de materiais – como sucata e itens recicláveis – para compor as peças do produto.

 

Programação

 

As aulas se baseiam em criar programas, jogos, sites e muito mais. No processo, o aluno aprende e aplica conceitos de Matemática, Biologia, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Geografia e todas as outras disciplinas que fazem parte da Base Nacional Curricular Comum. O aprendizado da programação, por sua vez, pode ser feito em aulas específicas ou com as demais matérias. 

Desde cedo você pode estimular com leitura sobre o tema. O Meu Primeiro Livro de Programação, por exemplo, é indicado para crianças a partir de 3 anos e oferece um primeiro contato com o mundo da programação, explicando conceitos de variáveis, condicionais, repetições, entre outros.

 

Games auxiliam o aprendizado

 

Sim, videogames podem contribuir com o ensino – desde que utilizados da maneira certa e sem exageros. São ferramentas que exigem análise, concentração e conhecimentos das matérias estudadas e, por isso, deixam o aprendizado mais prático e divertido.

Aqui não estou falando de deixar a criança jogar videogame de maneira desenfreada, mas de usar games como ferramenta de aprendizado, de maneira monitorada pelos pais ou educadores.

 

Plataformas online

 

São ferramentas que permitem que o conteúdo seja personalizado a cada disciplina, oferecendo uma interação maior com o estudante. Em alguns casos, é possível até mesmo identificar os pontos fortes e fracos do aluno.

A tecnologia sozinha não irá transformar a realidade social do país. No entanto, ela pode agir com o propósito de que crianças e adolescentes tenham acesso a conteúdos para recuperar os danos causados pela pandemia quando o assunto é educação, além de reduzir o abismo para as gerações futuras. Sem contar que, como profissão, a tecnologia é o futuro! Você não acha?