Como uma oportunidade remota (e no exterior) pode alavancar seu currículo?

Aproximação de grupos de trabalho e empatia aumentam, melhorando as relações humanas
Por: Anderson Victor, Tech Recuiter
Escrito em: 06/05/2020
Acabamos de completar pouco mais de um mês desde que entramos em quarentena devido à pandemia de COVID-19. Neste momento, aqueles que podem ficar em casa estão trabalhando de home office para evitar a contaminação e disseminação do vírus, protegendo as pessoas que amam.

As relações de trabalho mudaram, as reuniões mudaram, a nossa forma de interação com os times e com os candidatos também. Trago aqui neste texto uma percepção não só de um recrutador mas de relatos de colegas e amigos que também estão passando por estas mudanças. Compartilho também minha reflexão sobre como isso tornou os times e  as relações humanas mais próximas, mesmo mantendo o distanciamento social.

 

A visão de um membro de nosso time

 

No início, qualquer motivo era bom o suficiente para justificar uma ligação em vídeo com o time. Acredito que a falta de interação com os colegas do dia a dia fez com a vontade de conversar e trocar ideias aumentasse.

Essas reuniões sempre acabavam em alguma situação inusitada ou engraçada, seja com o filho pedindo comida, o gato miando ou o cachorro latindo, o carro do gás como som de fundo ou o carro de produtos de limpeza, maridos e esposas passando atrás da câmera. Um verdadeiro show de improvisos. Muitos apresentavam seus filhos, pets, maridos, esposas e um pedacinho da casa. Tudo isso, como consequência, nos tornou mais próximos, como se estivéssemos dentro da casa de nossos colegas.

Acredito fielmente que, após este período de quarentena, todos os times que passaram por essas experiencias se tornarão mais próximos, perguntando com o estão indo as coisas em casa com os filhos, pets e cônjuges que acabaram conhecendo durantes os calls.

 

Minha visão como recrutador

 

O departamento de RH já estava habituado a entrevistas remotas por Skype, Google Meet e Zoom. Agora, como dito no tópico anterior, algumas situação inusitadas acontecem durante o encontro e, nós, recrutadores, temos um olhar aguçado para analisar as reações do candidato diante de cada improviso, captando mais sobre seu perfil comportamental e técnico. Mas, claro, olhamos tudo com mais empatia, entendendo o momento ou a situação do candidato.

O ambiente familiar e a reclusão social fizeram com que muitos candidatos se tornassem mais falantes durante as entrevistas. Está sendo divertido conhecê-los em seus cantinhos!

Muito se fala em recrutamento humanizado. Isso significa entender que, apesar de todo o controle do ambiente, seu candidato está em casa e também é pai, mãe, filho, marido ou esposa de alguém. É preciso ter paciência – acredito que este período de quarentena nos trouxe melhor essa visão.

 

O que podemos aprender com tudo isso?

 

A tecnologia veio para revolucionar o nosso cotidiano. Devido à quarentena tudo mudou, inclusive, o mundo corporativo.

Entendo que alguns vão falar que mesmo estando em casa devemos organizar um local para trabalhar e se vestir para o trabalho. Mas é preciso ir além ao enxergar a situação e lembrar que não estamos no escritório e, muitas vezes, dividimos o ambiente com outras pessoas (parentes, filhos, pets). Compreender isso pode tornar o time mais próximo e o contato mais humano após a pandemia.